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Beijódromo

Localizado na Universidade de Brasília (UnB), mais especificamente no Memorial Darcy Ribeiro, o “Beijódromo” é um anfiteatro projetado com o objetivo de incentivar a interação social dos jovens estudantes da universidade. Destarte, tal anfiteatro é uma criação do arquiteto Lelé, à pedido do sociólogo Darcy Ribeiro, o qual morreu no ano de 1997 e, consequentemente, não pôde ver o resultado final da obra, que foi finalizada em 2009. Sua estrutura é composta por um edifício de dois pavilhões com 32,02 m de diâmetro interno, juntamente com um espaço circular jardinado e um espelho d’água em sua base. Na lateral, Léle projeta placas verticais que fecham o anfiteatro dos dois lados, tais placas funcionam como brises que abrem e fecham, o que promove um ambiente arejado e agradável. Desse modo, esse ambiente foi pensado justamente para desenvolver e facilitar a interação amorosa dos estudantes, já citada pelo sociólogo: “Um espaço bem a gosto de Brasília, em que podia fazer seresta, as pesso...
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Igreja Nossa Senhora de Fátima

A Igreja Nossa Senhora de Fátima, projetada por Oscar Niemeyer, foi inaugurada em 28 de junho de 1958 e se localiza na 307/308 sul em Brasília. Esse santuário, primeiro da capital, foi erguido a fim de pagar a promessa feita pela Senhora Sarah Kubitschek a Nossa Senhora de Fátima, que teria curado sua filha de uma doença grave na época. É importante frisar que a Igrejinha foi construída em apenas cem dias, e faz uma analogia a um chapéu de freira. Ademais, a fachada externa, marcada pelos azulejos azuis e brancos, foi criada por Athos Bulcão. Esses azulejos representam a natividade (estrelas) e a descida do Espírito Santo (pomba invertida). Já os painéis internos foram inicialmente compostos por Alfredo Volpi, mas posteriormente reformados por Francisco Galeno, que pintou a Santa sem face, o que gerou muita polêmica advinda dos mais tradicionais. Assim, vale ressaltar que a Igrejinha não é apenas um ponto religioso, mas também um dos grandes pontos turísticos de Brasília que é admirado...

Construtivismo simbólico

O Construtivismo simbólico foi um dos estilos de Joaquim Torres-Garcia, que se baseava na composição de planos, cores e grafismos em camadas, além da utilização de alfabetos, símbolos e signos, interligando o racional e o emocional. Contudo, Joaquim Torres-Garcia, ao fugir da rigidez abstrata e buscar fontes mais primárias, como a Arte Africana, a Arte pré-colombiana e o Aborígene, criou o universalismo construtivo. Esse, por sua vez se fundamenta no uso de cores vivas, como o vermelho, amarelo, azul, preto e branco, representa uma obra simbólica, possui referências ao subconsciente e emprega círculos, quadrados, triângulos e peixes delineados com a cor preta em suas pinturas. Para mais detalhes sobre o Construtivismo simbólico, clique  aqui Mapa invertido da América do Sul de Joaquín Torres García, 1943 Joaquín Torres Garcia, 1944

Construtivismo

Construtivismo representou um movimento de vanguarda artística, que surgiu no início do século XX na capital, Moscovo. Essa vertente de influência futurista, esteve preocupada em mostrar uma nova configuração da arte, imbuídas dos aspectos da Revolução Industrial, ou seja, uma arte que rompia com o passado tradicional, trazendo à tona outras formas de apresentação, associados aos avanços técnicos e tecnológicos modernos. Com suas características de:  rompimento com a arte clássica, tradicional e acadêmica  arte geométrica, abstrata e tridimensional contrário ao naturalismo e Expressionismo Muitos artistas foram inspirados por essa vanguarda, como a obra "Golpeie os brancos com a cunha vermelha", que influenciou diversos artistas, por exemplo Alexander Rodchenko em 1924, no qual a musa revolucionária grita "Livros". Para mais detalhes sobre Construtivismo, clique  aqui Cunha vermelha de El Lissitzky, 1919 Alexander Rodchenko, 1924

Suprematismo

O suprematismo é um movimento russo de arte abstrata, no qual apresentam pinturas com base nas formas geométricas, sem qualquer preocupação de representação. Os elementos principais são retângulo, círculo, triângulo e cruz. Surge por volta de 1913, contudo é datado em 1915 pelo manifesto do movimento, Do Cubismo ao Suprematismo, assinado por Kazimir Malevich e pelo poeta Mayakovski. Defende uma arte livre de finalidades práticas e a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. Trata-se de romper com a ideia de imitação da natureza, com as formas ilusionistas, com a luz e cor naturalistas. O essencial era a sensibilidade em si mesma, independente do meio de origem. É considerado a primeira escola sistemática de pintura abstrata do movimento moderno. Para mais detalhes sobre o Suprematismo, clique  aqui   "Suprematismo dinâmico" de Malevich, 1916 "Quadro branco sobre fundo branco" de Malevich, 1918